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| "Cartas de amor são escritas não para dar notícias, não para contar nada, mas para que mãos separadas se toquem ao tocarem a mesma folha de papel." - Rubem Alves |
Mas sinto que eu te devo sempre alguma explicação.
Parece inaceitável a minha decisão. Eu sei. Da
primeira vez, quem sugeriu, eu sei, eu sei, fui eu. Da segunda quem
fingiu que não estava lá, também fui eu.
Mas em toda a história, é nossa obrigação saber
seguir em frente, seja lá qual direção.
Eu sei. Tanta afinidade assim, eu sei que só pode
ser bom. Mas se é contrário, é ruim, pesado; E eu não acho bom.
Eu fico esperando o dia que você me aceite como amiga,
ainda vou te convencer.
Eu sei. E te peço, me perdoa, me desculpa que eu não
fui sua namorada, pois fiquei atordoada, faltou o ar, faltou
o ar.
Deixa pra lá; Que de nada adianta, esse papo de agora não dá;
Que esse lance de um tempo nunca funcionou pra nós.
Sempre que der, mande um sinal de vida de onde estiver. Dessa
vez qualquer coisa que faça pensar que você está bem; Ou até mesmo deitada nos
braços de outro qualquer, que é melhor do que sofrer de saudade de mim como eu estou de você. Pode crer, que essa dor eu não quero pra ninguém no mundo; Imagina
só, pra você.
Me despeço dessa história e concluo: a gente segue a
direção que o nosso próprio coração mandar, e foi pra lá, e foi pra
lá.



