2 de jul. de 2013

Assinado: eu.

"Cartas de amor são escritas não para dar notícias, não para contar nada, mas para que mãos separadas se toquem ao tocarem a mesma folha de papel." - Rubem Alves

Já faz um tempo que eu queria te "escrever um som". Passado o passado, acho que eu mesma esqueci o "tom". Culpa minha, eu sei.
Mas sinto que eu te devo sempre alguma explicação.
Parece inaceitável a minha decisão. Eu sei. Da primeira vez, quem sugeriu, eu sei, eu sei, fui eu. Da segunda quem fingiu que não estava lá, também fui eu.
Mas em toda a história, é nossa obrigação saber seguir em frente, seja lá qual direção.
Eu sei. Tanta afinidade assim, eu sei que só pode ser bom. Mas se é contrário, é ruim, pesado; E eu não acho bom.
Eu fico esperando o dia que você me aceite como amiga, ainda vou te convencer.
Eu sei. E te peço, me perdoa, me desculpa que eu não fui sua namorada, pois fiquei atordoada, faltou o ar, faltou o ar.

Deixa pra lá; Que de nada adianta, esse papo de agora não dá; Que esse lance de um tempo nunca funcionou pra nós.
Sempre que der, mande um sinal de vida de onde estiver. Dessa vez qualquer coisa que faça pensar que você está bem; Ou até mesmo deitada nos braços de outro qualquer, que é melhor do que sofrer de saudade de mim como eu estou de você. Pode crer, que essa dor eu não quero pra ninguém no mundo; Imagina só, pra você.

Me despeço dessa história e concluo: a gente segue a direção que o nosso próprio coração mandar, e foi pra lá, e foi pra lá.

2 de abr. de 2013

Ser diferente é legal.

Não, eu não sou uma garota normal. Não sou como as outras e sabe por quê? Porque não choro por uma simples unha quebrada, não vou duas vezes por semana na cabeleireira, minha cor favorita não é rosa, não saio todos os dias para gastar dinheiro no shopping em roupas caras, não sou fresca, não grito pra chamar atenção, meu cabelo não vive arrumado, e eu não sou idiota ao ponto de achar que sou foda porque uso salto alto. Sou do tipo de garota que prefere um simples all star, prefere um rock’n roll, prefere ficar em casa no computador, no vídeo game, vendo u filme, prefiro o preto, e principalmente... não preciso ser fresca nem ficar gritando a cada minuto para chamar atenção de alguém. E quer saber? Amo meu jeito, amo meu estilo, gosto de ser assim. Afinal, ser normal é tão chato.
Eu vou gostando, eu vou cuidando, eu vou desculpando, eu vou superando, eu vou compreendendo, eu vou relevando, eu vou… e continuo indo, assim, desse jeito, sem virar páginas, sem colocar pontos. E vou dando muito de mim, e aceitando o pouquinho que os outros tem para me dar!

27 de mar. de 2013

(In)tenso.

Mais uma vez acordo assustada no meio da madrugada.

Encolhida, coberta entre as pernas. Corpo quente, alma gelada.
Cubro-me e passo as mãos em meus olhos. Úmidos.  “Não quero isso” – suplico. “Essa ‘coisa’ mexe com o meu psicológico” – confesso. E então me concentro para dormir e não sonhar novamente.

Os sonhos sempre são basicamente os mesmos: Às vezes juntas, às vezes não. Ela sempre maravilhosa. Exibida. Turrona. Linda. Linda. Exibida. E turrona! (Acho que é o ser “linda” e “turrona” que mexe tanto com o meu psicológico).

**

Todas as vezes que isso aconteceu, prometi pra mim mesma que eu não mais a procuraria. Mas sempre tenho a impressão de que ela está por toda parte: músicas, desenhos, palavras, embalagens de sabonete, redes sociais, celular, camisa, espinha, cabelo, comida, perfume, coberta, novela, brigadeiro, pipoca. Literalmente em todas as mínimas e inimagináveis coisas!

O problema é que só namoramos por míseros dois meses e faz um mês desde que terminamos. E por que ainda tenho tantas lembranças? Isso me intriga.
Fico procurando saídas, procurando algum modo de me livrar dos constantes sonhos.
Eu sei que não a amo mais. Mas também sei que sinto saudade de todos os momentos prazerosos, chatos, alegres e insanos que passamos juntas. E é exatamente por isso que eu passo a ter ainda mais certeza de que a minha história com ela tinha que ter acontecido exatamente como foi. Porque tínhamos que aprender, ou não, em como lidar com as diferenças.
A única coisa que sabíamos - mesmo que nos amassemos tanto, era a certeza de que o nosso namoro não seria para sempre e que um dia, poderia ser logo, iria acabar; Que só servíamos de “conhecimento” para ambas.

E sem saber, ela fez das minhas férias os dias mais inesquecíveis da minha vida.
Vivíamos intensamente cada dia, cada noite, cada pequeno ou enorme momento juntas.

Fosse como fosse, queríamos ser felizes. Queríamos provar um pouco de cada uma. Não passávamos vontade de nada; O que vinha naquela mente fértil, fazíamos! Sabíamos exatamente o que estávamos fazendo. E se não sabíamos, aprendíamos ali, na hora, na marra! Sem dó, nem piedade.
Ela me tinha. Eu a tinha.

Adorávamos aquela sensação maravilhosa!
Sem dúvida.

Essas eram as únicas coisas que nos tornavam iguais; As únicas coisas que tínhamos em comum.

E eu tive os melhores prazeres e férias do mundo.
Intenso.
Intenso.
Tudo ao mesmo tempo.

(Usei quase todas as palavras e sentidos no passado. Mas ela não morreu, não).

19 de fev. de 2013

Existe sempre alguma coisa ausente.


Hoje faz um ano ;/
(E quanto aos meus sentimentos perante à isso, pensem o que quiserem)

Acho que eu tenho que vencer um certo orgulho que eu carrego há tanto tempo. Ou lutar. E ficar bem. Feliz. Criar. Fazer. Se mexer.

Às vezes me dá até vontade que você estivesse aqui e eu pudesse te mostrar muitas coisas grandes, pequenas, e algumas até mesmo sem nenhuma importância.
Eu me perguntava até que ponto você era ou chegava àquilo que eu via em você ou apenas aquilo que eu queria ver em você. Muitas foram as vezes em que o via monstro. Mas engraçado que foi exatamente no dia da despedida que reconheci que sempre havia uma pessoa. Corajoso, batalhador, e inteiramente feliz; Independente de suas dificuldades!

Não era possível evitar por mais tempo uma onda que crescia, barrando todos os outros gestos e todos os outros pensamentos.
Às vezes, é necessário experimentar uma perda para que possamos aprender a lidar com a dor irremediável de uma saudade infinita, apesar de tudo.

A verdade é que ainda hesito em dar um nome àquilo que ficou, depois de tudo. Porque alguma coisa ficou. Sinto uma falta absurda. Ficou um vazio que ninguém preenche ou entende. E penso e repenso e trepenso em você. Aí… Tá tudo bem assim.

*Foto, Ano Novo 2011/2012: Última vez que nos vimos... em vida*

7 de dez. de 2011

"A Escorpiana"

Não é ela. Mas me faz lembrar das lindas costas que ela tem e as exibe o tempo todo. Quase que uma provocação escorpiana, rawr

Ultimamente nada de novo nem de velho acontece em minha vida. Parada num canto, em desespero. Quase que morta.
Andava acostumada com o de repente, com a aventura, o veneno e a maldade.  Ela está lá bem no fundo de minha mente. No escuro. Quase não dá para notá-la; bem quietinha: sem entusiasmo e motivo para saltar dali. Plausível.
Sufocante a falta do que fazer e até mesmo no que pensar. Fico querendo arrancar os pensamentos bons que havia em mim antes do tédio.
Então me vem “a escorpiana” em mente. (Aquela que não me deixa dormir à noite, tanto aqui quanto lá). Começo com as fantasias suculentas (só não dá pra dizer que a fantasia é mais saborosa do que “a escorpiana”). Daquelas que dá vontade de colocar em prática pra ver no que dá.

Longe de casa, no interior de São Paulo, à noite: eu numa cama do quarto dela e ela em outra. De pijama e pernas à mostra, (tão lindas que nem preciso descrevê-las). Tímida, começa a puxar assunto que de certa forma agrada ambas: Possibilidades! Dali começa os olhares intensos de escorpiana e modestos olhares de aquariana. Estava clara a vontade que tínhamos uma com a outra. Ficamos assim em segredo.
Sobre o assunto, ou independente disso, “a escorpiana” está segura e decidida. Ajudo com os detalhes quase ou nada complexos. Uma ajuda modesta, com a vontade da maior aproximação possível e impossível; quase que platônico.
Um menino magérrimo, loiro, sorriso bonito, ainda assim e certamente “sem graça” (no sentido do beijo e/ou sexo), bloqueia a “liberdade” da escorpiana; perante a mim ou qualquer outra possibilidade que há dentro dela.
Bloqueios! Porque estava muito bom para ser simplesmente venenoso e suculento.
Pensar na escorpiana fez pelo menos metade daquele tédio todo ir embora. (Mais alone do que nunca, mas inspirada e com novas possibilidades a serem exercidas).

Possibilidades

O importante é a coragem de ser eu mesma!


É muito simples quando em meio a uma decisão a ser tomada escolhermos num piscar de olhos o que parece ser mais plausível e conveniente. Bom, nem sempre o que esperamos supera ou sequer cumpre nossas expectativas.
Acredito que olhar para o lado seja uma tarefa um tanto quanto difícil em tempos de turbulentas mudanças e batimentos incontroláveis, mas ainda sim é necessária para a construção de um amanhã mais sorridente.
Sendo assim, nada como começar a semana com um novo radar, que detecte novos caminhos (mesmo que desconhecidos) a serem percorridos.
Comece adotando novas medidas de critérios: risque mil páginas de cadernos e perca horas sonhadas com olhos abertos, mas quando decidir-se, faça acontecer. Não ignore jamais a velocidade dos palpites de seu coração: eles são o jeito mais verdadeiro de saber qual é a fonte de nossos maiores anseios.
Alegre-se mesmo com conseqüência indesejáveis. Poucos são os corajosos que se aventuram e não hesitam.
Não deixe se eternizar por sentimentos passados, guardando somente um porta-retrato de momentos que são únicos e intransferíveis.
Olhe para os dois lados antes de atravessar e não deixe que te limitem.
Abra o leque de possibilidades e surpreenda-se.
Talvez perder um amor, não seja o fim da capacidade de amar, é apenas o recomeço de novas possibilidades.

6 de dez. de 2011

"Minha alma tem o peso da luz. Tem o peso da música. Tem o peso da palavra nunca dita, prestes quem sabe a ser dita. Tem o peso de uma lembrança. Tem o peso de uma saudade. Tem o peso de um olhar. Pesa como pesa uma ausência. E a lágrima que não se chorou. Tem o imaterial peso da solidão no meio de outros.
É que por enquanto a metarmofose de mim em mim mesma não faz sentido. É uma metamorfose em que eu perco tudo o que tinha, e o que sou. E agora o que sou? Sou: estar de pé diante de um susto. Sou: o que vi. Não entendo e tenho medo de entender, o material do mundo me assusta, com seus planetas e baratas." - 
Clarice Lispector